08 de janeiro de 2026

Tecnologias complementares em corte de soqueira

Mais rentabilidade em cana-de-açúcar

 

Por: Sergio Luiz de Almeida

PI AgSciences

Nos últimos anos, o corte de so­queira da cana-de-açúcar pas­sou por uma importante evo­lução, especialmente no que se refere à aplicação de inseticidas nesse momen­to estratégico do ciclo para o contro­le de pragas como o gorgulho-da-cana (Sphenophorus levis) e a cigarrinha-das­-raízes (Mahanarva fimbriolata).

Quando realizada de forma adequa­da, a aplicação no corte de soqueira per­mite iniciar a safra com menor pressão dessas pragas, preservando o estande e o potencial produtivo do canavial desde os primeiros estádios de desenvolvimento.

Perdas operacionais e relação custo-benefício

É comum que o setor discuta as per­das de perfilhos associadas à operação de corte de soqueira. Estudos e obser­vações de campo indicam que esses da­nos podem afetar, em média, entre 3% e 4% das plantas.

No entanto, ao se comparar esse im­pacto pontual com os prejuízos causa­dos por infestações não controladas de pragas de solo, que comprometem o sis­tema radicular, o perfilhamento e a lon­gevidade do canavial, fica evidente que o manejo químico no corte de soqueira apresenta uma relação custo-benefício claramente favorável ao produtor.

Tecnologias complementares e ativação fisiológica

Além do manejo de pragas, a ope­ração de corte de soqueira pode ser apro­veitada para a adoção de tecnologias com­plementares, como produtos de ação fisiológica voltados à ativação do meta­bolismo vegetal.

Essas soluções contribuem para uma brotação mais uniforme, maior vigor ini­cial, melhor tolerância a estresses abióti­cos e, consequentemente, maior expres­são do potencial produtivo da cultura, agregando valor à operação, com impac­to marginal nos custos.

Resultados de produtividade com o uso de inseticidas

Durante o processo de desenvolvi­mento do Hplant® no Brasil, foram con­duzidas avaliações comparativas entre áreas tratadas com inseticidas à base de tiametoxam + lambda-cialotrina e áreas sem esse manejo.

Os resultados foram consistentes: nas áreas sem aplicação de inseticida, a produtividade média, calculada com base em dados de biometria extrapolados para toneladas por hectare, foi de 90,9 t/ha, enquanto nas áreas tratadas chegou a 115,2 t/ha (incremento de 26,7%).

Integração de tecnologias e efeito complementar

Entretanto, os maiores ganhos fo­ram observados quando as duas tecno­logias foram utilizadas de forma inte­grada.

A combinação do inseticida com o Hplant® elevou a produtividade de 115,2 para 131,0 t/ha, um incremento adicional de 13,8%.

Os dados demonstram que a ado­ção de tecnologias com mecanismos de ação distintos, o inseticida atuan­do no controle das pragas de solo, e o Hplant® promovendo a ativação me­tabólica e o fortalecimento fisiológico da planta, resulta em um efeito com­plementar.

O canavial se estabelece melhor, ex­pressa maior potencial produtivo e en­trega ganhos consistentes de rentabilida­de ao produtor, reforçando a importância de um manejo integrado e tecnicamen­te embasado no corte de soqueira da cana.

 

 

 

 

Informações PHC
Informações PHC

Bem-vindo à Plant Health Care Brasil.
Atenção, o conteúdo desse site é direcionado para agricultores e profissionais do setor agrícola.