Potencial da Tecnologia Harpin no incremento de produtividade de culturas
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A Tecnologia Harpin representa um avanço científico significativo no setor agrícola. No Brasil, essa tecnologia é comercializada pela PI AgSciences sob a marca HPlant®, que atua como um bioativador de plantas. Estruturalmente, é uma proteína robusta de 412 aminoácidos, com um peso molecular de 42 kDa, e cada domínio ativo nela incorporado contém subunidades alfa e beta, conferindo-lhe uma arquitetura que maximiza sua eficácia. Essa característica resulta em uma atividade e potência biológicas superiores quando comparada à aplicação de fragmentos isolados ou proteínas Harpin simples. Uma vez aplicada em culturas agrícolas, exerce seu efeito multifacetado ao ligar-se ao receptor HrBP1, um receptor específico para harpinas amplamente distribuído na maioria das culturas vegetais.
Essa ligação inicia a expressão de uma vasta gama de genes, que se correlacionam tanto com o crescimento quanto com a defesa da planta. As vias de sinalização e metabólicas ativadas promovem o transporte eficiente de proteínas e açúcares, essenciais para o metabolismo e desenvolvimento estrutural, favorecendo a expansão celular, o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo, a indução floral, a frutificação, bem como o desenvolvimento e amadurecimento dos frutos.
Concomitantemente, o HPlant® ativa mecanismos de defesa contra estresses abióticos, como seca, temperaturas extremas, salinidade e estresse luminoso, conferindo maior resiliência e capacidade de adaptação à planta. Em suma, o HPlant® representa uma ferramenta agrícola de alto desempenho, que integra de forma inteligente mecanismos de crescimento e defesa, explorando as vantagens de diversas harpinas nativas para promover uma agricultura mais produtiva e sustentável.
Para validar a eficácia dessa inovação e seu impacto real na produtividade das lavouras, foram conduzidos vários experimentos em instituições renomadas em diferentes culturas, em vários locais do Brasil (Figura 1). Esses estudos permitiram avaliar o desempenho de HPlant® (Tecnologia Harpin), em condições de campo, em comparação à testemunha e ao padrão comercial (Cinetina – 0,09 g/l, ácido giberélico – 0,05 g/l, ácido 4-indol-3ilbutírico – 0,05 g/l; SL). A Tabela 1, a seguir, detalha esses experimentos, especificando as culturas de soja, milho e algodão, as instituições responsáveis, os locais de teste, as variedades utilizadas e as datas de semeadura.


Os experimentos conduzidos para avaliar o desempenho de HPlant® em diversas culturas agrícolas revelaram padrões consistentes de incremento de produtividade em comparação à testemunha, e uma performance frequentemente equiparada ao padrão comercial.
Na cultura da soja (Figura 2), em uma média de oito experimentos de diferentes locais no Brasil, a aplicação de HPlant® na dosagem de 50 g/ha resultou em uma produtividade média de 70,6 sacas/ ha, que se mostrou estatisticamente superior (p<0,05) ao tratamento testemunha, o qual registrou 65,8 sacas/ha. O padrão comercial, com 69,9 sacas/ha, também superou significativamente a testemunha, sendo estatisticamente similar ao HPlant®. O incremento de produtividade gerado pelo HPlant® foi de 4,8 sacas/ha, superando numericamente o incremento de 4,1 sacas/ha proporcionado pelo padrão comercial.


Na cultura do milho (Figura 3) foi observado que o HPlant® (35 g/ha) e o padrão comercial demonstraram produtividades de 149,2 sacas/ha e 149,1 sacas/ha, respectivamente, ambas estatisticamente superiores (p<0,1) à testemunha com 143 sacas/ha, em uma média de cinco experimentos. HPlant® apresentou incrementos de 6,2 sacas/ha e o tratamento Padrão Comercial de 6,1 sacas/ha em relação à testemunha.
Na Figura 4, para a produtividade do algodão em caroço, o tratamento testemunha registrou 280,2 @/ha, sendo estatisticamente inferior (p<0,05) aos tratamentos com HPlant® (298 @/ha) e o padrão comercial (288 @/ha). Embora HPlant® e o padrão comercial tenham se mostrado estatisticamente semelhantes, o HPlant® demonstrou um incremento numérico substancialmente maior de 17,8 @/ha sobre a testemunha, em contraste com o incremento de 7,76 @/ha do padrão comercial. Este diferencial numérico, apesar de não ter atingido significância estatística, sugere um potencial de ganho produtivo superior do HPlant® nesta cultura.

Com base nos resultados dos experimentos de campo, o HPlant® (Tecnologia Harpin) se estabelece como uma solução agrícola inovadora e eficaz, consistentemente promovendo aumentos significativos na produtividade de culturas como soja, milho e algodão. O produto demonstrou superar de forma clara o desempenho da testemunha em todas as culturas avaliadas. Em comparação com os padrões comerciais, o HPlant® mostrou-se, no mínimo, igualmente eficaz e evidenciou um potencial de ganhos ainda mais expressivo. Essa performance abrangente é atribuída à capacidade da Tecnologia Harpin de ativar de maneira combinada tanto as vias de crescimento quanto os mecanismos de defesa naturais das plantas, conferindo-lhes maior resiliência e adaptabilidade, e assim, resultando na melhoria do desempenho das culturas.

Paricipação Especial:
Eder Moreira e Isaias S. Cacique – Fitolab P&D Agrícola;
Gabriel Barth e Adriano Haliski – Fundação ABC;
Rodrigo Pengo – Fundação Rio Verde;
Milton Akio Ide e Fabiano Andrei Bender da Cruz – IDE Consultoria e Pesquisa;
Fernanda Cristina Juliatti e Breno Cezar Marinho Juliatti – Juliagro – B, G & P;
Marcelo Gripa Madalosso, Leonardo Antônio Gollo, Nei Wesz, Madalosso Pesquisas e Emerson Moraes – Mundo Agri;
Aline Moreira Reis, Felipe Stênio Teixeira Soares, Edivandro Corte – Terras Gerais Experimental;
Guilherme Almeida Ohl e Victória Liberal de Oliveira – Ceres Consultoria Agronômica;
Daniela Dalla Costa – Fundação MT;
Carolina Pucci de Moraes – Impar Consultoria no Agronegócio;
Rafael Galbieri – IMAmt – Instituto Mato-Grossense do Algodão;
Tiago Pereira de Souza e Me. Amanda Rosa Custódio de Oliveira – Multcrop Pesquisa & Desenvolvimento;
Diego Mateus Desbesell, Ferdinando Marcos Lima Silva e Sergio Luiz de Almeida – PI AgSciences
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