20 de janeiro de 2026

Potencial da Tecnologia Harpin no incremento de produtividade de culturas

A Tecnologia Harpin re­presenta um avanço científico significativo no setor agrícola. No Brasil, essa tecnologia é comer­cializada pela PI AgSciences sob a marca HPlant®, que atua como um bioativador de plantas. Es­truturalmente, é uma proteína robusta de 412 aminoácidos, com um peso molecular de 42 kDa, e cada domínio ativo nela incorpo­rado contém subunidades alfa e beta, conferindo-lhe uma arqui­tetura que maximiza sua eficácia. Essa característica resulta em uma atividade e potência biológicas superiores quando comparada à aplicação de fragmentos isolados ou proteínas Harpin simples. Uma vez aplicada em culturas agrícolas, exerce seu efeito multifacetado ao ligar-se ao receptor HrBP1, um receptor específico para harpinas amplamente distribuído na maio­ria das culturas vegetais.

Essa ligação inicia a expressão de uma vasta gama de genes, que se correlacionam tanto com o crescimento quanto com a defesa da planta. As vias de sinalização e metabólicas ativadas promovem o transporte eficiente de proteí­nas e açúcares, essenciais para o metabolismo e desenvolvimento estrutural, favorecendo a expan­são celular, o desenvolvimento ve­getativo e reprodutivo, a indução floral, a frutificação, bem como o desenvolvimento e amadureci­mento dos frutos.

Concomitantemente, o HPlant® ativa mecanismos de defesa con­tra estresses abióticos, como seca, temperaturas extremas, salinidade e estresse luminoso, con­ferindo maior resiliência e capa­cidade de adaptação à planta. Em suma, o HPlant® representa uma ferramenta agrícola de alto desem­penho, que integra de forma inteli­gente mecanismos de crescimento e defesa, explorando as vantagens de diversas harpinas nativas para promover uma agricultura mais produtiva e sustentável.

Para validar a eficácia dessa inovação e seu impacto real na produtividade das lavouras, foram conduzidos vários experimentos em instituições renomadas em di­ferentes culturas, em vários locais do Brasil (Figura 1). Esses estudos permitiram avaliar o desempenho de HPlant® (Tecnologia Harpin), em condições de campo, em com­paração à testemunha e ao pa­drão comercial (Cinetina – 0,09 g/l, ácido giberélico – 0,05 g/l, ácido 4-indol-3ilbutírico – 0,05 g/l; SL). A Tabela 1, a seguir, detalha esses experimentos, especificando as culturas de soja, milho e algodão, as instituições responsáveis, os lo­cais de teste, as variedades utiliza­das e as datas de semeadura.

Os experimentos conduzidos para avaliar o desempenho de HPlant® em diversas culturas agrí­colas revelaram padrões consisten­tes de incremento de produtivida­de em comparação à testemunha, e uma performance frequente­mente equiparada ao padrão co­mercial.

Na cultura da soja (Figura 2), em uma média de oito experimen­tos de diferentes locais no Brasil, a aplicação de HPlant® na dosagem de 50 g/ha resultou em uma pro­dutividade média de 70,6 sacas/ ha, que se mostrou estatisticamen­te superior (p<0,05) ao tratamento testemunha, o qual registrou 65,8 sacas/ha. O padrão comercial, com 69,9 sacas/ha, também superou significativamente a testemunha, sendo estatisticamente similar ao HPlant®. O incremento de pro­dutividade gerado pelo HPlant® foi de 4,8 sacas/ha, superando numericamente o incremento de 4,1 sacas/ha proporcionado pelo padrão comercial.

   

Na cultura do milho (Figura 3) foi observado que o HPlant® (35 g/ha) e o padrão comercial demons­traram produtividades de 149,2 sacas/ha e 149,1 sacas/ha, respec­tivamente, ambas estatisticamente superiores (p<0,1) à testemunha com 143 sacas/ha, em uma média de cinco experimentos. HPlant® apresentou incrementos de 6,2 sa­cas/ha e o tratamento Padrão Co­mercial de 6,1 sacas/ha em relação à testemunha.

Na Figura 4, para a produti­vidade do algodão em caroço, o tratamento testemunha registrou 280,2 @/ha, sendo estatistica­mente inferior (p<0,05) aos tra­tamentos com HPlant® (298 @/ha) e o padrão comercial (288 @/ha). Embora HPlant® e o padrão comercial tenham se mostrado estatisticamente semelhantes, o HPlant® demonstrou um incremento numérico substancialmente maior de 17,8 @/ha sobre a teste­munha, em contraste com o incre­mento de 7,76 @/ha do padrão co­mercial. Este diferencial numérico, apesar de não ter atingido signifi­cância estatística, sugere um poten­cial de ganho produtivo superior do HPlant® nesta cultura.

Com base nos resultados dos experimentos de campo, o HPlant® (Tecnologia Harpin) se estabelece como uma solução agrícola inova­dora e eficaz, consistentemente pro­movendo aumentos significativos na produtividade de culturas como soja, milho e algodão. O produto demonstrou superar de forma cla­ra o desempenho da testemunha em todas as culturas avaliadas. Em comparação com os padrões co­merciais, o HPlant® mostrou-se, no mínimo, igualmente eficaz e eviden­ciou um potencial de ganhos ainda mais expressivo. Essa performance abrangente é atribuída à capacidade da Tecnologia Harpin de ativar de maneira combinada tanto as vias de crescimento quanto os mecanis­mos de defesa naturais das plantas, conferindo-lhes maior resiliência e adaptabilidade, e assim, resultando na melhoria do desempenho das culturas.

Paricipação Especial:

Eder Moreira e Isaias S. Cacique – Fitolab P&D Agrícola;

Gabriel Barth e Adriano Haliski – Fundação ABC;

Rodrigo Pengo – Fundação Rio Verde;

Milton Akio Ide e Fabiano Andrei Bender da Cruz – IDE Consultoria e Pesquisa;

Fernanda Cristina Juliatti e Breno Cezar Marinho Juliatti –  Juliagro – B, G & P;

Marcelo Gripa Madalosso, Leonardo Antônio Gollo, Nei Wesz, Madalosso Pesquisas e Emerson Moraes  –  Mundo Agri;

Aline Moreira Reis, Felipe Stênio Teixeira Soares, Edivandro Corte – Terras Gerais Experimental;

Guilherme Almeida Ohl e Victória Liberal de Oliveira – Ceres Consultoria Agronômica;

Daniela Dalla Costa – Fundação MT;

Carolina Pucci de Moraes  – Impar Consultoria no Agronegócio;

Rafael Galbieri – IMAmt – Instituto Mato-Grossense do Algodão;

Tiago Pereira de Souza e Me. Amanda Rosa Custódio de Oliveira –  Multcrop Pesquisa & Desenvolvimento;

Diego Mateus Desbesell, Ferdinando Marcos Lima Silva e Sergio Luiz de Almeida – PI AgSciences

 

Informações PHC
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